O puxa-saco
Não sei se é possível ter uma imagem clara do que acontece em um país ou local, mas uma coisa é certa: pela contagem dos fatos, vivemos algo nos anos em torno de 2012-2017, e agora vivemos outra coisa. Foi na nossa cidade que aconteceu a revolta do passe-livre, a queima de ônibus de uso público em setembro de 2012, evento que antecedeu os grandes protestos a nível nacional no ano seguinte. Protestos, por sua vez, que se prolongaram no tempo e abriram espaço para novos políticos. Foi em outubro de 2016 que tivemos várias universidades e escolas ocupadas[1], de um lado, e, localmente, ao mesmo tempo, o grupo que tentou limpar as pichações da universidade[2], de outro. A ocupação chegou a ter eco em 2019 [3], mas as limpezas, não. Ainda assim, suspeito que houve algo como uma mudança de ânimos: não sei se por força da política nacional, não sei se por velhice dos envolvidos (e a velhice leva à necessidade maior de assunção de responsabilidade...