Mapeando o terreno
Mapeando o terreno
Algumas palavras prévias
Diz-se
por aí que quem vive de memória é museu; outros diriam que seriam na verdade os
depressivos, mas, por outro lado, quem vive sem memória alguma é uma pedra ou
um pedaço de pau, e mesmo estes têm algum resquício de memória imbuído na sua
forma de composição: eles passaram por mudanças, e estas os tornam mais
propícios a passarem por certas circunstâncias e não outras, ainda que não
sejam sencientes [1]. Fala-se hoje, por exemplo, do efeito borboleta, que
implica exatamente na busca pelos indícios significativos no longo prazo - ou
nos que geraram o estado atual. Assim, a questão é discernir entre olhar o
passado para se aprisionar nele e captar o elo de significado que une futuro,
passado e as possibilidades do presente.
Nada
se constrói do nada. Seja lá como tenha sido originado o universo, a vida aqui
na Terra é como sua própria formação: sucessões de camadas desde um centro vivo
e incandescente.Vivemos na superfície, na crosta, e mesmo nela nossa história
vai sendo construída e sobreposta no tempo. Não somos bons sequer em resetar as
coisas, como se faria em um jogo, porque requer trabalho demais. Assim, em
todas as construções e mesmo nas destruições, os resquícios são deixados no
tempo e reencontrados nos exercícios arqueológicos de diversos segmentos.
Blá-blá-blá à parte, o que quero dizer é que o campus é um terreno em cima do
qual várias camadas vão sendo depositadas. A próxima grande construção, até
onde sei, é o observatório astronômico que ainda está em via de construção, nas
proximidades do Departamento de Fìsica [2]. Houve, há pouco, a finalização do
edifício do Centro de Educação, a inauguração atrasadíssima do Minhocão, e a
elaboração de um prédio específico para o International Institute of Physics.
Cada uma dessas ações ocorre em um mesmo terreno, implica em significados. Onde
antes era mato, surge a mão humana da intenção, do plano e da ação. As plantas
lutam para se reajustar em torno enquanto toda a dinâmica do local muda, ao
mesmo tempo em que a dinâmica populacional também muda. Perante o novo, também
o velho deixa suas marcas ao redor, no espaço e nas pessoas, e o novo será
ocupado pelo velho, como também virá a ser preenchido pelos ainda mais novos
que chegarão. Quem quer que tenha participado do passado verá esse fenômeno
curioso daquilo que se inaugura, daquilo que passa e daquilo que se manteve,
firme ou por vestígios.
Foi
aqui neste terreno que aconteceu a situação lendária da menina-cachorro, a
ocupação da reitoria em paralelo com um esquadrão da limpeza das pixações -
esquerda x direita contemporâneas -, e o fato de que por volta do 2º semestre
de 2013 foi dado às bibliotecas setoriais a permissão de empréstimo para alunos
de departamentos diferentes (eu cursava exatas e queria pegar um livro da
biblioteca de humanas: não era permitido) é algo que tem implicações na própria
ideia de universidade. O fato da maior biblioteca da cidade ser da
universidade, enquanto a segunda maior esteve fechada pela última década tem
também seu significado. Um mapeamento completo dos fatos e circunstâncias do
território do campus, porém, não seria justo sem boas categorias e o encaixe na
situação da cidade, estado, região, país e estado do mundo. E, ainda assim, é
possível fazer o recorte e juntar as peças do enigma.
Ainda
querendo me alongar um pouco antes de entrar no campus, vamos pelas beiradas. A
rua por onde passam os ônibus circulantes do campus ao sair em direção à cidade
é particular: com nome do dito inventor do avião, quase homônimo do outro,
inventor de asas da imaginação, fazendeiro do ar. Sobe-se a ladeira para o alto
arrancado pelo motor. Paralelas à rua das viagens há uma sucessão de ruas com
nomes de flores. A rua que percorre o campus é chamada Passeio dos Girassois,
de modo que temos: Gardênias, Gerânios,Verbenas, Amarantos, Angélicas,
Hortências, Amapolas, Violetas, Orquídeas, Antúrios e Tulipas. Admito que da
primeira vez que descobri isso tive sonhos adolescentes: de um lado, de ver
cada rua devidamente representando sua função no quadro do passeio floral; de
outro, influenciado por um tipo de ficção que se aproveitava de circunstâncias
reais ocorridas nas cidades com histórias semi-realistas (Science Adventures),
não pude deixar de ver, ao meu gosto de investigação criminal, essas flores - o
horto da cidade - muito bem utilizadas em uma sucessão de narrativas inúteis,
natimortas. Nossa realidade, porém, é mais seca: as ruas são cinzentas e
apagadas, sem nenhum vestígio, até onde vi, nem de flores, nem do girassol, nem
de cores: tudo acinzentado, manchado pela chuva. Nossa tendência urbanística:
pelo depoimento do Paulo Heider Forte Feijó [3], já desde o século XIX existe
uma marcação desde cima muito forte quanto à organização das calçadas e
alinhamento das fachadas. Não sobrou espaço para inventar muito; o resto foi
nosso desinteresse. Hoje, muradas com proteção para cuidados contra bandidos;
cores são chamativas, como um alvo atado à seu território. No mais, tanto aqui
como fora: se as ruas impelem historicamente a um chamado, nosso dever é
prontamente ignorá-lo. Eis o estado da cultura como um todo: ela existe, está
presente, mas pode ser prontamente ignorada - e se um tentar quebrar a
barreira, será o esquisitão chamativo. “Só vou se os outros forem”. Não vamos;
ninguém vai. Isso vale para as ruas do passeio dos girassóis, vale para os
condomínios com nomes de países, vale para as ruas e demais homenagens: é
possível viver uma vida sem conhecer nada dessas coisas; e nós faremos o
possível para não conhecê-las. Em defesa de nós mesmos, ninguém nunca nos disse
para que saber dessas coisas: cada um exige que se conheça os nomes que têm na
própria memória sem dizer para que vale a pena o esforço. Eu também sou dos que
nunca quis enfocar em história - menos ainda a local. Fui de exatas, hoje sou-o
pela metade. E, ainda assim, … Ao menos o fator econômico é inegável. Uma
sucessão de ruas floridas chamaria atenção para aqueles que quisessem fazer
comércio em torno. É a vaca roxa de Seth Godin. Ou ainda uma competição
periódica, como há por aí, promovida pela prefeitura, pelo estado ou pela comunidade.
Por dinheiro ou por status, por que não? No mais, o esforço consciente de tomar
posse desse histórico abre em nós certas potencialidades de captação de
significado, incluindo a ausência desse mesmo significado potencial nas coisas.
Tudo fala, mesmo o silêncio. Mas passemos finalmente a um breve mapa do que me
basearei para as crônicas do campus.
Breve mapa do campus
Primeiramente o
que não utilizarei.
(I) Há um mapa do
campus com 21 nomes de ruas [4], das quais talvez uma das localizações tenha a
referência conhecida: o anel viário. Nas demais, se muito serve para Uber, para
um mapeamento formal, quando na realidade memorizar as ruas é algo impensável,
e o próprio campus não tem um direcionamento desse modo. Não sei quando surgiu
esse mapa, mas concretamente creio que, sem exceção, todos os alunos se
orientem não por “Rua da Biblioteca” (qual, pela caridade?!), mas sim “ali na
frente da BCZM/CCHLA”, jamais “Rua da Convivência”, mas “ali perto do setor
III”. Quando muito, o mapa demonstra a distância entre o próprio planejamento
do campus - que nada aponta para referenciar tal mapa - e a vida comum; a vida
oficial, englobada pela tecnologia (visto que deve estar no google maps) e a
vida vivida pelo hábito, pela memória, a vida comum. É a distância entre a
memória do papel físico (ou eletrônico) e a memória humana.
(II) Não tenho
condições de abarcar todas as coisas, nem posso garantir detalhamento em
absolutamente nada. O tipo de esforço que faço aqui requer conhecimento de
várias áreas, então não há como evitar algumas imprecisões. Contudo, é também
intenção deste projeto o diálogo com as várias áreas, e, se fosse a
oportunidade de, nas possíveis correções e comentários, uma sucessão de novas
informações, quão melhor não seria para nós todos! Assim sendo, ataquem,
critiquem, comentem e sugiram à vontade!
(III) Também por
isso, este mapeamento é algo inicial. Pode haver mais coisa, como pode ser que
eu não trate tudo. Tenho em mente alguns modos de tratar, inclusive, que não
darei spoiler aqui, mas quem conhecer Fernando Pessoa terá algo com que
começar a se antecipar do que virá pela frente.
O que de fato
utilizarei:
Podemos mapear o
nosso território em alguns aspectos.
(I) Terreno e o que lhe diga respeito;
(II) Fauna: gatos, aves, saguis e iguanas;
(III) Flora: xananas vs poaia-do-campo, a arborização local;
(IV) Fatos oficiais: alguns decretos que tiveram influência na
dinâmica, incluindo os símbolos oficiais
(V) Organização espacial
(VI) Arquitetura
(VII) Pichações - alguns insights interessantíssimos
(VIII) Fatos sociais - ah! aqui é a melhor parte, convenhamos
***
Enquanto passeio
pelo campus frequentemente vejo alguma mudança, algum defeito - um cano
quebrado, uma árvore derrubada - que sei que é mero capricho de alguém que se
acostumou a observar o ambiente. Mais do que nunca, talvez, estejamos
excessivamente especializados na nossa visão dos fatos. Não que nunca tenha
sido assim: frequentemente é cada um no seu quadrado, como diria Tati Quebra
Barraco, a Jojo Toddynho dos anos 2000. Cada um tem sua vida pra cuidar, e não
deve “cuidar da vida do outro”, porque é feio; seja no barzinho da esquina, na
série da Netflix, na próxima paquera do Tinder ou suspeita de paquera no
Spotted, no aperreio das disciplinas, no medo das contas para pagar, das
pessoas que esperam algo de nós ou das que dependem de nós, cada vida se espraia
no tempo numa teia de relacionamentos que a impedem de saltar para o mundo
afora. A bolha não nasceu no digital, mas é a própria condição humana desde a
língua que limita o contato com o mundo afora. Mas, sem ela, nem falar podemos.
E ainda assim sempre me admirei de algumas pessoas, adultos sérios e
comprometidos que vi, poucos, mas vi, que tinham uma visão mais abrangente da
vida. Não eram eruditos, não eram grandes leitores, mas eram conhecedores
dessas teias que prendem as pessoas, sem negar a deles próprios: os fios das
teias eram como cordas do violão que tocavam, ou pertencentes a um grande
carretel ao qual anteviam a possibilidade de desenlinho. Eram aqueles que
sabiam, por exemplo, as histórias das famílias e percebiam nos filhos as marcas
dos pais; e sabiam mapear a cidade e o ambiente na sua história e implicações.
O presente era a continuidade de uma narrativa. Assim, por exemplo, quando se
falava em Fulano, filho de Beltrana,casada com Beltranho, filho de Cicrana, a
dona do sítio X. A maneira de identificação não era só falta de lembrança do
nome, nem o fato de provavelmente pertencer a uma geração posterior e,
portanto, desconhecida diretamente pelo sujeito falante: era também uma maneira
de perceber a relação que diz que “um fruto não cai longe da árvore”, e, assim,
remontar do fruto as árvores geradoras e sua relação. É essa habilidade de
visão abrangente, não-especializada, que não vi mais no mundo especializado
pós-popularização das escolas e universidades e que, por isso mesmo, tentei experimentá-la
em mim, a partir da admiração que tive para com essas pessoas.
Essas categorias
são uma tentativa de fornecer um norte a partir do que existe para ser pensado.
Daí será possível tomar o mapa e saber orientar-se. Admito, porém, que nada
humano é sem intenção. Um universitário diria que toda ação é política e/ou
ideológica. E é, tão-só porque é impossível definir algo a partir da
compreensão da relação dessa coisa com todas as suas partes, essenciais,
acidentais e relativas às demais coisas. Só seria possível fazer isso desde o
ponto de vista onisciente: como ninguém é nem será, por limite biológico
inevitável, toda a nossa intencionalidade, portanto toda a nossa ação, teórica
ou prática, tem um limite. E ainda assim eu diria que há 3 categorias de
intenção: a sociológica, com vias de alterar a sociedade para um modelo ideal;
a individualista ou moralista, com vias de ensinar como deve se portar os
indivíduos; a intelectualista, com vias de explicar o funcionamento da
inteligência. Assim, quanto mais constante uma intenção, mais ela se reflete
nas obras - e um requisito de um bom autor é justamente ser “especialista”, não
no sentido de obedecer às regras de uma área que caiu de paraquedas, com maior
ou menos intencionalidade, mas sim no sentido de que havia ali uma intenção
direcionada a alguma coisa fixa ao longo do tempo. Destes, Thomas More é da
primeira categoria; Matias Aires da segunda; Platão da terceira. Não é pà
mim gambá, mas, sabendo disso, eu gostaria de tentar a terceira. Dentro dos
meus limites, obviamente.
Assim sendo, a proposta deste projeto é montar as várias
interpretações do mapa que será feito não para definir qual lado da luta
política do dia apoiar, nem para qual é a coisa certa a se fazer, mas sim como
tomar posse de certas habilidades da inteligência que, pasme o leigo no
assunto, não é dada naturalmente. Aliás, é, pero no mucho. A explicação
em detalhes requereria muitas linhas, mas quem conhecer grupos esotéricos,
sejam sufis, rosa-cruzes, maçons, nova-acropolenses terá uma boa pista para
isso. O curso de Letras tem algumas dessas técnicas, mas tiradas do seu núcleo
de valor. Mas, sabe-se que antes do padre que fez um verdadeiro deus ex
machina e tirou o primeiro surdo da afasia, os surdos eram condenados ao
retardo [5]. Não é exclusividade dos surdos, mas a condição do homem sem
linguagem. Também as acusações, seja de Graciliano Ramos ou, posteriormente, de
Paulo Freire, a exemplo, sobre o problema linguístico do analfabetismo e a
entrada no mundo letrado - hoje representado, entre outros vários
especialistas, pelo Marcos Bagno e seu problema com o preconceito linguístico -
implicam também uma outra camada de posse de habilidades humanas, isto é, da
inteligência racional. Da (1) afasia à (2) língua oral, ao (3) início da posse
da cultura letrada, existe, ainda, a posse efetiva dessa cultura letrada, que
hoje já é quase impossível, visto que cultura geral, adquirir cultura, é algo
que não faz mais sentido, uma vez que as universidades, portanto o mundo dos
especialistas, tomaram posse da produção cultural. Mas podemos dizer que está
dentro da terceira categoria. Mas há, porém uma quarta: na cultura letrada (mas
não só nela) existe uma sucessão de técnicas espalhadas e poucas vezes
compiladas [6]. Não é por acaso que alguns autores duram mais que outros, nem
que Platão e Aristóteles são até hoje lidos e, ainda que não fossem, são as bases
do nosso pensamento inevitavelmente, ainda que tentemos partir deles para
refutá-los. Com tudo isso quero dizer que: atenção, há muita coisa que não te
contaram sobre a leitura e a inteligência, mesmo que você seja de Letras,
mesmo que seja na habilitação em Língua Portuguesa. E a narrativa é uma
excelente ferramenta não para diagnosticar, mas para demonstrar e dar a
solução.
Besteiras à parte, porque só falei isso acima como resposta à
questão ideológica, sinceramente, o mais importante é se divertir com as
histórias do nosso campus. Essa é a motivação principal que me leva a contar
esta história e não outra, a focar aqui e não em outro lugar. Lembro sempre da
cena de Goku em Dragon Ball GT, quando olha para a lua e está prestes a perder,
mas quer defender a Terra a todo custo porque, diz ele, “foi aqui que nasci,
foi aqui que me criei”. Sinto isso em relação a este campus: como bom
retardatário, é, em parte, porque estou vagando por aqui há muito tempo, quase
uma alma penada. Mas também porque tive um acúmulo de experiências tão rico,
tão incrível - e inacreditável - que minha imaginação ficou presa aqui de algum
modo. Minha curiosidade tem raízes. Os amigos passaram, para dentro e para
fora, eu permaneci como um inútil, ou parasita, que sempre fui, mas gostaria
que não fosse uma parasitagem em vão. Sobretudo neste campus em particular
houve uma sucessão de fenômenos absurdamente curiosos e de significados e
implicações maiores do que aparentam num primeiro momento. Vale a pena deixar
um depoimento, ainda que débil, deste espaço que frequentamos tantas vezes sem
lhe dar a devida atenção - como aliás, em tudo o mais na vida. Abramos os
ouvidos e depois os olhos para rever este espaço.
Eu lhes apresento, se assim me permitirem,
o
nosso Campus.
[1] Quem quiser experimentar pode ver o vídeo “A história da terra
na visão de uma pedra” (https://www.youtube.com/watch?v=jr8eItrTNIM) e ver as várias mudanças de um objeto no tempo. É como a
aplicação da jornada do herói a um objeto inanimado.
[2] http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/ufrn-tera-um-observata-rio-astrona-mico/372941
[3] Arquitetura tradicional de Acari no século XIX: Estudo
comparativo entre a casa-grande de fazenda e a casa urbana, pp.54-55, 58.
[4] Mapa do campus com as ruas: https://www.ufrn.br/resources/img/institucional/localizacao/mapacampuscentralcomvias.png Rua da Biblioteca no Google Maps: https://www.google.com/maps/place/R.+da+Biblioteca+-+Lagoa+Nova,+Natal+-+RN/@-5.8394761,-35.1994703,19z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x7b2ff9dd06668b5:0x12ca32a47c465673!8m2!3d-5.8394775!4d-35.1989239
[5] Oliver Sacks, Vendo vozes: Uma viagem ao mundo dos surdos.
Diga-se de passagem, um dos meus livrinhos favoritos. Fiquei apaixonado quando,
em paralelo, vi o filme de anime Kimi no na wa.
[6] Eu admito que até o momento só vi uma compilação de técnicas
em um livrinho, porém o assunto é tão sério e tão sutil que prefiro não
citá-lo. Ademais, sua prática diz respeito ao misticismo islâmico: ao que
parece, se o cristianismo se especializou na lógica grega, o islamismo se
especializou na psicologia. Se alguém tiver interesse pode falar comigo
pessoalmente. Esse tipo de conteúdo, posto assim, requer bastante cautela,
porque ler o livro sem preparo, em outras palavras, achar que entendeu sem ter
entendido, é fechar portas dessa mesma inteligência que se pretendia abrir com
ele. Assim como as demais técnicas e ciências, não por acaso não se aprende
sozinho - e, quando muito, sozinho, mas com um esforço monumental e de longo
prazo, além de muita sorte, como acredito ser em parte o meu caso.
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